20 fevereiro, 2026

CICLO DAS CHEIAS (Cacau Loureiro)

 

O mar como vida pulsante vem colocar

meus pés no chão… no bater das ondas

eu me equilibro em certezas, porque sou

eu que abro do destino as marés.

 

As luzes transpassam as águas como

autoridade que me impulsiona para o alto,

pois o adiante já nos chama logo ali.

 

Mesmo quando vacilo e o medo me visita,

não há amplidão de males que não seja

suplantada pelo poder da natureza das cheias;

somos filhos diletos das divinas fontes.

 

Abramos os chacras para as forças do bem,

sem esquecer que merecedores somos

das benevolências dos horizontes infinitos

que circundam toda essa misteriosa esfera.

 

Nessa caminhada de belos amanheceres,

o sol é fogo que se inicia entre minhas

mãos abertas, em purificação da alma;

respiro profundo da fé que renova sonhos,

erige esperanças, endireita sendeiros

em voz e verso de súbitas inspirações.

 

Como o ciclo de um dia, todos temos

o nosso tempo de consciência…

a dança da vida é presente do sagrado,

sonância em ritmos de libertação.

 

Eu banho o meu corpo nos fluidos que

me retemperam as convicções de que

as lições nos fazem crescer em humildade

e sapiência, elevação da alma em gratidão

aos poderes supremos que fazem a natureza

também me conter, beleza infinita do alto

que maravilha os recantos desta vasta terra,

em sopro deífico...

vazante no rito das generosas águas.

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