15 outubro, 2013

ALQUIMISTA (Cacau Loureiro)


















Não recrimines o meu jeito de ser, tu
não entenderias as razões...
Mas, não peço para ti entendimento,
compreensão, apenas desejo estes
pequenos momentos de ilusão...
... tua voz, a leve lembrança do teu
rosto. Queria eu poder sentir todo este 
gosto... tão mágico, misterioso, secreto.
Já te disse de toda esta comoção que 
me apossa o espírito, o coração.
Aguardo a hora certa da descoberta,
mas, o momento agora é do experimento.
Contudo, não me julgues a emoção, não
dilaceres os alicerces de minha invenção.
Formulo, busco, provo, crio...
Nesta alquimia que transcende o meu corpo,
também, o meu espírito, transformo-me em fogo,
em sangue, em aço, e em lágrimas desfaço-me.
Não quero compaixão, meus sentimentos são o
resultado da formula de amores, ódios, paixões.
Eu insisto, eu quero meu experimento, intenso,
denso, vivo, eu quero alcançar o meu objetivo:
mistificar-te em minhas andanças, caminhos.
Quiçá, encontrarei o quinto elemento que te
transformaria em água, terra, fogo e ouro,
na alquimia do meu abraço caloroso.

Um comentário:

  1. Adoro esse abraço que paradoxalmente transforma a água em fogo e em ouro de alquimista da palavra. Muito bom!

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