16 outubro, 2013

AÇUCENA (Cacau Loureiro)


Doçura açucenal tem os teus lábios

capitosos...

Como não delibar supra bebida que

promana do teu peito ardoroso?!

És perfume preparado em primaveril

claridade, aconchego balsâmico para

todas as minhas dores,

Como posso abnegar tal sortilégio?

Destino caprichoso a encher-me a alma

farta com o doce dos teus olhos langorosos,

a mostrar-me estrada extensa nos teus braços

de premissas.

Quero repousar o meu olhar no teu... Poço

profundo de candidez inefável e infinita.

Quero me achar neste lirial de promessas

que tremula em minhas células rútilas e

que vibra em minha essência entusiasmada.

Flor rósea suavizante e perfumada que

germinou no meu jardim de deleites.

Hei de tocar-te o semblante como óleo essencial

que me desperta para a vida...

Esta bela face que se “acende em carminação

ardente dos frutos tropicais.”

Em mim és lírio gracioso... És açucena-branca...

Pois, que és todo o meu encantamento...

E nada mais!...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Este é um espaço de criação e partilha literária.
Comentários são acolhidos quando dialogam com o texto e com a experiência de leitura.

Todas as mensagens passam por mediação.
Conteúdos de natureza pessoal ou relativos à vida privada não são publicados aqui — para preservar a delicadeza entre obra e intimidade.

Gratidão pela leitura sensível.