16 abril, 2026

MAR DE DENTRO (Cacau Loureiro)


Movimentos de dentro tentam se expor,

é difícil conter o impulso da vida, pois

ela pulsa na direção dos ventos solícitos...

nem todos sabem sobre as gentilezas.

 

Mas eu levanto da cama com a energia

dos que querem mudança, num salto

de entusiasmo para conexões profundas.

O raso não preenche meu espírito de

presenças; é na ausência que aprendo,

e também ensino.

 

Violinos fazem meu coração bater

com a força dos bastões que, no atrito,

tecem os sons mais bonitos

nas cordas de almas encantadas.

 

Histórias não podem ser frustração

para sempre... a poesia salva e liberta.

Por isso prossigo nos caminhos das letras:

elas se expandem como estrelas,

salpicando o céu tenebroso dos hipócritas,

clarões de luz a abrir rotas de colisão,

rompendo, transmutando dimensões

que só o espírito humano alcança.

 

Escancaro as portas: a felicidade

é caminho, é estação, é porto,

estrada para descobrimentos.

 

Há um mar imenso onde mergulho,

braços e pernas em busca da ilha e

do istmo nas ondas temerosas

do indômito que habita o meu corpo.

 

Há um fanal para os perseverantes...

Entre água e céu, ventania que sopra

em meu rosto, inflando as velas que

aprumam meus rumos...

Mar de dentro a encontrar destinos.

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