11 dezembro, 2025

TERRA VIVA (Cacau Loureiro)


Eu volto o meu rosto ao sol, porque

toda a luz é verdade que como os

ventos esvoaçam as folhas secas...

E mostram a terra fecunda ou infértil.

Assim a luminosidade transpassa as

máscaras, e mostra o rosto daqueles

que em seus espíritos rotos, de fato,

nada transformaram.

As palavras são alimento da divindade, e

se não são autênticas, não reverberam

nas nascentes de todos os princípios

da Criação.

Podemos nos lançar a tantos e tão altos

voos, mas, se não nos voltarmos para o

que é justo, somente os abismos nos

abraçarão.

Do cimo da autenticidade avistamos

toda a terra, rincão dos homens arado

às lágrimas...

Nos outeiros esculpidos com a força

de nossos braços, também nos é forja

de coragem, caráter dos invencíveis.

Plano alto com a alma cultuada na fé

que me limpa os olhos e me arranca

muletas; nos planos do Altíssimo, a

certeza de que ninguém é santidade.

Somos filhos da bondade, revividos pela

eterna misericórdia de um Deus que

persevera em nos transformar neste

solo morto, em terra viva, a Humanidade!

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