17 outubro, 2024

DIVINO VENTO (Cacau Loureiro)

Rasgar a blusa, assim como rasgo o peito

e ir à luta... sangrando, sorrindo, cagando

e andando, pois, que ninguém nos vê como

realmente somos, pois há enganos...

Assim a vida vai rolando, arrastando planos,

levantando as folhas, movendo histórias,

desenhando sonhos e consumindo os anos

que tão bobos desperdiçamos.

E depois de conhecer os irascíveis, meu

intento é buscar um final ditoso, novas

diretrizes sem me importar se vão me

entender e o porquê de sermos tão felizes.

Olhar o horizonte e sair sem rumo, para

o começo ou para o fim do mundo, até

mudar de nome e na porta da rua quebrar

grilhões, romper cadeados, quem sabe

fazer um pacto de sangue.

Como kamikazes nos lançar nos alvos para

implodir os negros caminhos humanos, sermos

as chaves de caminhos fortuitos, no entanto,

de prodigiosos pontos futuros.

Descerrar os véus dos olhos, viver o grandioso

tempo das liberdades da alma, do verdadeiro

cultivo do espírito e em vento divino, abrir as

asas e planar sobre tudo e sobre todos, só eu 

e tu, o mar, o céu e a lua!...

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