28 agosto, 2024

O TEMPO E O VENTO (Cacau Loureiro)

Horas esparsas onde minhas lembranças

passeiam em teu sorriso flutuante.

O mar imenso que há em teus olhos inunda

também minhas águas abastadas...

O que farei desta viagem que não cabe mais

em mim, e como soprador selvagem adentra

florestas, movem as dunas do momento que

me segue lento por dentro?...

Saudade que macera, e faz correr estradas,

e faz mover a lua, mas, não se achega ao

teu corpo, ah! esses teus caminhos sinuosos

de desejos, de prazeres, de belezas!...

Eu abro as janelas e vejo as velozes luzes que

adentram minhas retinas e põem fogo em meu

peito e fazem arder minhas vontades.

E é o tempo, e é o vento a me prender contra

a parede da distância, aos quilômetros que 

me comovem, mas, movem-se devagar ante o

que corroeu meus dias de brancuras e de nadas...

ante minhas vistas, um holograma de ti remonta

momentos, em minhas veias as correntes fluidas

que me avivam a alma e faz brotar uma vida inteira

de esperas que me enchem as mãos de dádivas,

mas, que me pesam os pés como grilhões onde me

arrasto até onde estás e que me estacionam no trânsito

de tantos pensamentos, em emoções de um rumo só ...

em uma sexta-feira louca, quando eu corro demais,

corro ao encontro desta vontade... 

Vontade louca de te ver!!

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