29 setembro, 2023

ZARANDA (Cacau Loureiro)

Entre a meio aberta janela eu puxo o vento

forte para mais perto.

Quero aspirar o vital fluido de minhas horas

antes mortas, silenciosas...

Ouço a bela música que entoa este meu

coração encantado porque a canção

composta pelas cordas da alma tem sons

indelevelmente inenarráveis!

Nesta roda de cores que fez nascer em

mim o teu arco-íris, eu ensaio tua ritmada

dança... assim, atrevo-me a conhecer a

esfinge que me enreda em teu enigma de

propostas e de sabores.

Pelas vias em que sigo veloz para o futuro,

eu procuro suas mãos, eu perscruto seus

olhos que palmo a palmo avaliam os riscos

deste bailado envolvente e bonançoso,

medem em palavras os desejos quem sabe

agora pressurosos... As minhas letras soltas,

presunçosas, um tanto ao quanto generosas,

colocam-te no centro desta minha ciranda

das rosas vermelhas e das amarelas flores...

onde os cravos brancos também cheiram...

Minha poesia feito girassol imponente,

convida-te a este vislumbre de luzes, ao

sol do ritmo lúdico das batidas viciosas

dos amores!...

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