23 outubro, 2022

EFATÁ (Cacau Loureiro)

 


O Deus vivo tocou-me o coração, disse-me

num sussurro... descansa.

E eu depositei no Senhor a confiança, pois sei

que no mar da Galileia acalmou a tempestade e

o meu espírito agora anda sobre as águas da paz.

Vou construindo um novo caminho doravante o

novo me transformará no melhor que há em mim.

As portas dos homens se fecham, contudo, as portas

de uma alma liberta são inúmeras e auspiciosas,

não há temor quando almejamos o bom, o belo

e o verdadeiro.

Minhas mãos um dia tocaram as pedras da ingratidão,

mas nunca olvidei que nos desertos dos homens

haveria as areias que se debatem criando as dunas

da intemperança.

De pé assisto ao milagre da vida, o bonito sol que

acende no horizonte restaurando todos os axiomas

do Grande Pai... Ah! Eu sei que a justiça é inexorável.

Os novos frutos os quais eu colho na árvore da

regeneração me são dulcíssimos e me alimentam a

fé no futuro e edificam a esperança imorredoura.

Portanto, a quem temerei?!

Nunca andei só pois Aba Pai me é escudo e amparo

em todas as horas e em todas as frentes...

“...Folguem e alegrem-se em ti todos os que te buscam...”

Em águas tranquilas eu sonhei... 

e conheci o efatá de Deus!

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