28 setembro, 2022

ÂNFORA DE PAZ (Cacau Loureiro)

 

Como chuva torrencial o teu amor me recobre, pois,

Tu és o manto balsâmico que cura minha alma...

Minhas mãos traçam os caminhos que como filigrana

marcaste para a minha jornada, por isto não temo

os caminhos dos lobos, tampouco, as penumbras dos

homens sorrateiros, ora inflexíveis em seus chicotes,

ora empedernidos em suas convicções extemporâneas.

As ondas da transformação encharcarão a todos, serão

o sal da terra e o sal das águas a limpar as páginas de

nossas histórias ultrapassadas, pois que nossos espíritos

para te receber de novo terão também que ser renovados.

Portanto, olhemos a frente, vislumbremos as ânforas que

a todo tempo estiveram a permear nossa estrada e até aqui

não enxergamos porque nossa sede não era de saciar-nos

o espírito, mas sim, aplacar nossas vicissitudes do corpo.

Ah! Eu não me esqueci que o teu amor zela por mim!

Da imensidão dos céus, da infinitude das terras Tu me

falas no profundo, minhas aflições Tu apascentas...

meus equívocos regeneras.

O meu âmago Tu transmudas, porquanto, és o Senhor de mim, 

és o Senhor de tudo que nos vivifica no contraditório da vida.

Deixa-me, pois, beber em teu cântaro de paz! Ah! Meu Pai do céu... 

Eu não me esqueci que o teu amor zela por mim!... 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Este é um espaço de criação e partilha literária.
Comentários são acolhidos quando dialogam com o texto e com a experiência de leitura.

Todas as mensagens passam por mediação.
Conteúdos de natureza pessoal ou relativos à vida privada não são publicados aqui — para preservar a delicadeza entre obra e intimidade.

Gratidão pela leitura sensível.