13 abril, 2019

MEMÓRIAS (Cacau Loureiro)












Eu acredito ainda ouvir a tua música!...

Empenho-me numa forma de reencontrar nossas origens.
Por que há um pesar nesta aproximação com nossas raízes?
Nos subúrbios de minhas vontades, há os labirintos que temo,
há os subterrâneos que encaro.
E eu te olho através do espelho... há o expirar do tempo, há o
correr das horas, há o padecer das vontades...
Tento resguardar nossas memórias no ápice de momentos
que não vem, já não mais se repetem.
Eu quero os segundos que nos preservariam pela eternidade...
Espreito-te surpresa nesta jornada... porque ainda ocupas
meu universo ora sombrio?
Preparo com jasmim as águas do meu corpo. As flores ao teus
pés cultivadas com esmero desfalecem no desencontro
de nossas mãos, ante o distanciamento de nossos corpos.
Tento curar o meu espírito nos desejos que me consomem,
devaneios, loucura violentos apossam-me a verve...
convulsionam-me os pensamentos...
Erijo fortalezas, profiro preces, contudo elas não refazem
nossos antigos sons.
As tuas cifras ainda regem o meu peito, mas a tua música
dissonante impulsionam-me a alma à libertação!



2 comentários:

  1. Nâo sei o que falar, acho tudo que você escreve, mais perfeito que a perfeicáo
    Claudida Loureiro. Caxah!

    ResponderExcluir
  2. Nâo sei o que falar, acho tudo que você escreve, mais perfeito que a perfeicáo
    Claudida Loureiro. Caxah!

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