14 novembro, 2018

DIVERGENTE (Cacau Loureiro)

















No profundo silêncio dos quadrantes da sala...
o meu silêncio é o maior.
No meu ultra-interior muitas vozes se confundem
promovendo ecos de indignação.
Tento articular as palavras ante a contumácia
das tuas palavras desconexas, ante o seu discurso
divergente.
Perante o amor complacente, há também os sentimentos
estagnados, areias que se movem em dunas mas que
os ventos dispersam e enchem meus olhos de lágrimas,
e enchem meus dias de angústia.
Quero seguir sem destino porque o ficar não me traz
movimento, não me promove a mudança, não me
promete transformação... deixar como estar também
é deixar partir.
Na dinâmica da vida sinto o mundo em suspenso,
tento acelerar os ponteiros do meu relógio antigo
que busca o passado e chora o presente.
Eu brigo pelo traço diferente, batalho pela diferença
que nos aproximou e que nos plasmou um mundo novo.
Eu te chamo para a luta em que me debato a sós e
desperto para a chama que precisa permanecer acesa
em nós, pois minha alma desperta precisa viver!...

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