16 janeiro, 2013

À MERCÊ (Cacau Loureiro)

 














Caminho de escarpas...

Por acreditar nos homens grassaram

em pedras as ervas daninhas.

Não posso crer que aqui terminam

os caminhos da luz!

Pela paz que busquei através dos atos

de minhas mãos, pela guerra que fiz ao

me direcionar para bem, não podem cessar

por aqui os caminhos...

O que fiz além de acreditar?!

Pergunto-me o que fazer diante das

montanhas que não movo, da chuva que

não vem molhar os meus desertos, do sol

que não vem iluminar minhas sombras?...

Onde estão os profetas deste mundo

caduco, as almas destes homens loucos?!

A insurreição dos meninos simples

quando advirá?!

Estou à mercê do Mestre da humildade porque

sei que “Ele” não veio para chamar os justos...

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