30 maio, 2012

GEOIDE (Cacau Loureiro)


Vislumbro os quadrantes do mundo e

sei que rondam as nossas tendas os
que buscam nos roubar a paz...
Não há silêncio algum em mim, embora
tantas vezes me cale.
Quando ouvirei as respostas da Terra,
quando acolherei os ecos dos homens?!
Meu universo diminuto e resoluto como
infinito quebra-cabeças não me deixa
fazer parte deste jogo; por isto eu choro
e também ouso.
Quanto mais eu penso, mais eu ponho-me
a pensar, assim também me desconheço.
Descobri de repente que a minha verdade
está em ser eu mesma, e, eu mesma sou...
Quando descobrirem o que vejo com os
meus olhos e o que sente o meu coração,
a dinâmica até hoje vivida será desconhecida.
A força dos meus braços é um milésimo da
força que promana do meu espírito, porque
palavras em fúria também as sou.
Tudo isto, isto tudo... é porque descobri
estupefata que a minha indignação é a
pulsão que me faz sobreviver...

2 comentários:

  1. Olá, querida
    Enquanto o nosso eu real não estiver no "comando"... damos passos curtos e talvez irreais...
    Lindo o seu poema!!!
    Bjm de paz

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  2. Olá Claudia, fiquei feliz por conhecer seu Blog. Tudo muito lindo por aqui. Bjs do ZC

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