10 agosto, 2011

ORESSA (Cacau Loureiro)


A tua calma apraz-me, aquieta-me o

coração, alísio de paz...
O sopro frio das manhãs não diz sobre
a centelha que reacendes em mim...
Assim são as ondas das emoções supremas,
há um arco-íris que se expande para além dos
humanos horizontes.
Eu sigo esta rota dadivosa, onde os rastros
deixam saudade e em aquarela pintam o teu
distinto sorriso.
Alço ao vento minhas lonas catitas que
sobranceiras envergam meus sonhos aos
mares não navegados, paraíso de fantásticas
descobertas; fartas águas tem este oceano
que sacia sedentos quereres, terra á vista em
minha restrita vida, ah, este rumo de um só!
O astro rei em sua majestade cinge-me a
fronte com seus raios em sal de entusiasmo.
A minha têmpera revel segue ao encontro
deste fanal de desejos... luz para os
desbravadores de afeto.
Iço âncoras, abro as velas em azul céu, nau
ligeira sou... vento em popa neste imenso
mar de apegos!...

2 comentários:

  1. Minha querida

    Um poema escorrendo amor em cada letra...uma entrega plena nos braços da paixão.

    Adorei e deixo um beijinho com carinho
    Sonhadora

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  2. Estamos sempre à procura de um porto seguro, um ombro onde descansar a cabeça atordoada pelo cotidiano. Seu poema é lindo. Parabéns pela postagem.

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