04 abril, 2011

FOGO MORTO (Cacau Loureiro)


Há nesta tarde um tênue sol a adentrar
minha janela...
O que será capaz de aquecer meu coração?...
Neste mundo de sonâmbulos só o amor
dormita...
Não há olhos capazes de ver o milagre da
vida; Não há ouvidos aptos a ouvirem o som
do coração.
Há flores abandonadas no jardim dos
seres sós, fato é que a solidão é opção
dos frustrados e egoístas.
O caminho dos altruístas é como veleiro
no mar, não deixa rastros, e no entanto,
indelével a sua marca.
A minha história eu teço a cinzel, a ferro e
fogo, e todo aquele que veio a este mundo
a passeio, é fogo morto.

Um comentário:

Este é um espaço de criação e partilha literária.
Comentários são acolhidos quando dialogam com o texto e com a experiência de leitura.

Todas as mensagens passam por mediação.
Conteúdos de natureza pessoal ou relativos à vida privada não são publicados aqui — para preservar a delicadeza entre obra e intimidade.

Gratidão pela leitura sensível.