09 setembro, 2010

MARCIAL (Cacau Loureiro)

Deslizo minhas mãos sobre as águas
do passado, nelas eu sei, já não mais
posso abrir caminhos.
Eu vi as ondas do destino traçarem
seu percurso, propagando pelos ventos
partículas da partida, diluindo pelo
tempo o pó da história que jamais
será reescrita.
A página amarelada de minha poesia
não tem lábios ou voz, seu rosto é uma
penumbra semimorta, no entanto, as
reminiscências evocam-me a seguir em
frente, obriga-me a prosseguir como
lei marcial resoluta as minhas escolhas.
Eu sigo sim minha própria jornada, pois
há ainda os que sentem a vida vociferar-lhes
nas veias, cortar-lhes o espírito culto como
espada afiada, outros há que há muito
venderam suas almas baratas...

4 comentários:

  1. Bonito e interesante blog, te sigo.

    Saludos.

    ResponderExcluir
  2. I like the song. It's very relaxing.

    ResponderExcluir
  3. "A amizade sempre será primordial na vida e no relacionamento entre os seres" Paz e harmonia e um bom final de semana.

    forte abraço

    C@urosa

    ResponderExcluir

Este é um espaço de criação e partilha literária.
Comentários são acolhidos quando dialogam com o texto e com a experiência de leitura.

Todas as mensagens passam por mediação.
Conteúdos de natureza pessoal ou relativos à vida privada não são publicados aqui — para preservar a delicadeza entre obra e intimidade.

Gratidão pela leitura sensível.