20 setembro, 2010

GAIA (Cacau Loureiro)

Fugidios traços na escuridão escoam
por entre os dedos do tempo, por meio
das sarjetas da distância, em meio ao mar
das humanas tolices...
Se conseguisses olhar-me como um
dia eu te olhei, as vertentes do destino
teriam convergido para o centro das
almas elevadas, para o cerne do amor
sem fronteiras...
Mas para alguns é preciso que haja os
dedos que apontam a direção para seus pés,
como cegos no castelo da vida, como mortos
no cemitério dos homens.
Eu escolhi a luz que jorra sobre a cabeça dos
que acreditam na existência transformada,
que diz não aos indiferentes teleguiados, que
dá um basta aos estáticos de espírito.
O meu caminho é um rio longo, eu sei, doravante
só desaguo no mar das essências generosas...

3 comentários:

  1. Cláudia sua inteligência e seu dom para escrever surpreendem.Foi buscar na mitologia grega esse hein! PARABÉNS. André Brasil

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  2. Cláudia sua inteligência e seu dom para escrever surpreendem.Foi buscar na mitologia grega esse hein! PARABÉNS. André Brasil

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  3. Olá,querida Cláudia
    Tenha uma SURPREENDENTE E MARAVILHOSA primavera!!!
    Excelente Domingo!!!
    Hoje ofereci a VOCÊ uma música especial... por seguir-me.
    Abraços fraternais

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