Talvez eu viva de arrependimentos, não
de remorsos, pois na seara dos bons a
dor é polimento, é remédio, é cura.
Mas, a vida não se integra nos fracos,
apesar do jugo leve, a coragem para
viver não é para qualquer um, mas ainda
há que se guardar a ternura.
Meus olhos veem, meus ouvidos ouvem
e a trava hoje não está mais na visão de quem
olha, está no peito de quem não sente e não vê
com os olhos do espírito...
A pedra é dura... e eu sei que as águas gastam
as pedras, embora elas mudem de lugar, o limo
ainda as encrosta de soberba, de orgulho.
Pior do que travar a luta e omitir-se aos fatos,
pior do que tomar partido é ser partidarista.
Mas, o coração dos limpos é campo de batalha
e de vitórias, não há como soçobrar-lhe.
Ainda que eu falasse a língua dos homens
ainda assim eu seria um estrangeiro.
Este mundo em que eu vivo está longe do
mundo que almejo, e muito aquém do mundo
que eu sonho!...
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05 agosto, 2010
FACE A FACE (Cacau Loureiro)
Um comentário:
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Gratidão pela leitura sensível.
Amiga, como sempre, cortando a emoção com uma navalha.Lindo verso.
ResponderExcluirBjos.