19 agosto, 2009

EXORTAÇÃO


Nos confins do teu coração interiorano
ouço canções primaveris, pois os cânticos
das flores só me enfeitam os dias.
Não posso olvidar de ser feliz quando
mãos como as tuas a mim são estendidas.
Ainda quero o ameno sol transpondo as
folhagens das frondosas árvores de nosso
singular jardim, cingindo nossas faces
de criança, fazendo-nos arriscar brincadeiras
audaciosas.
Teu sorriso furtivo de garoto, teu rogo
conciso de homem-feito estremece-me,
também me envanece.
Quero ainda as tardes que me açulam os
ânimos, que a minha têmpera animam.
Não posso despir-me do desejo intrigante da
minha essência pela tua, do meu corpo pelo teu.
Meus pensamentos já não se ajuízam, meus
olhos já não mais preveem, contudo, o meu
espírito escuta-te, perscruta-te, esmiúça-te,
desnorteia-me!...
Deixa crescer toda volúpia,
deixa rolar toda emoção,
deixa fluir todo desejo,
tocar a tua alma deixa-me!...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Este é um espaço de criação e partilha literária.
Comentários são acolhidos quando dialogam com o texto e com a experiência de leitura.

Todas as mensagens passam por mediação.
Conteúdos de natureza pessoal ou relativos à vida privada não são publicados aqui — para preservar a delicadeza entre obra e intimidade.

Gratidão pela leitura sensível.