LÍRICOS OLHARES

LÍRICOS OLHARES

PENSAMENTO DO DIA

"À força de tanto ler e imaginar, fui me distanciando da realidade ao ponto de já não poder distinguir em que dimensão vivo" (Dom Quixote)

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REFLEXÃO

“Seja qual for o país, capitalista ou socialista, o homem foi em todo o lado arrasado pela tecnologia, alienado do seu próprio trabalho, feito prisioneiro, forçado a um estado de estupidez.” (Simone de Beauvoir)





4 de outubro de 2009

VERTIGEM


Comprime-me o cerne fina dor
que constante e cortante segue em
desafio rumo ao meu ventre.
Em brasa, em desejo, em paixão
sinto-te presente em carne e osso,
em aura e espírito.
Não sei como conter esta força
supra-humana, atrativa que em
mim é fogo, e consome-me; é
ferida aberta, acesa chama...
Quero os teus lábios, o teu sopro,
os teus dons mais próximos, em mim.
Cruel extravagância, ávida inspiração
que como fome atiça-me ao desatino.
E eu viajo em teus sons, em tuas letras
indefesa. Confesso-te que tudo arde em
fogueira insana, que tu feres-me...
Não mais sei onde começa, onde
principia o teu encanto, já não mais
sei que direção estou seguindo, pois
que também não quero adiar toda
esta fúria que do querer que me vai
tomando.
O que me impele ao teu rosto, à tua
pele deixa-me em febre, em viração
e calmaria.
Neste paradoxo em que me encontro
eu me debato... quero o teu ombro, o
teu colo, quero os teus beijos, arrebatar
todos os meus desejos em teu abraço.

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