SOBRE ESTE ESPAÇO

"Este espaço reúne textos escritos ao longo dos anos, todos datados conforme o tempo em que nasceram. Não foram revisitados para correções de sentido ou intenção, pois cada palavra guarda a atmosfera emocional, espiritual e humana do seu próprio momento. O que aqui se apresenta não é uma narrativa linear, tampouco uma versão definitiva de quem escreve. É um percurso. Um registro sensível de atravessamentos, amadurecimentos, silêncios, afetos e travessias. A escrita que habita este lugar nasce do encontro entre poesia, espiritualidade e experiência vivida. Não pretende ensinar, convencer ou explicar — apenas partilhar estados de consciência, imagens e sentimentos que pediram forma. Quem lê é convidado a caminhar sem pressa, respeitando o tempo dos textos e o seu próprio. Algumas palavras são sementes, outras são espelhos. Cada leitura encontrará o que estiver pronta para encontrar."

REFLEXÃO

"Ao permanecer, iluminei. Não para salvar, não para provar, não para ser menos. Iluminei para seguir inteira." Claudia Loureiro

23 janeiro, 2011

COMO POSSO CONTINUAR? (Freddie Mercury & Mont Serrat Caballe)

Enquanto todo o sal é retirado do mar
Eu permaneço destronado
Eu estou nu e sangrando
E quando você apontar-me seu dedo tão selvagemente
E não houver ninguém para acreditar em mim
Para ouvir meu apelo e cuidar de mim?

Como posso continuar?
a partir de hoje?
Quem pode me fortalecer em todos os caminhos?
Onde posso estar seguro?
Onde posso permanecer?
Neste imenso mundo de tristeza
Como posso esquecer?
Aqueles lindos sonhos que compartilhamos
Eles estão perdidos e não há como encontrá-los!
Como posso ir em frente?

Algumas vezes eu tremo na escuridão
Eu não consigo ver
Quando as pessoas me assustam
Eu tento esconder-me bem longe da multidão
E não há ninguém lá para me confortar
Senhor ouve meu apelo e cuida de mim.


14 janeiro, 2011

SOLIDARIEDADE (Chico Xavier)

Plantemos flores onde repontem, ameaçadores, espinheiros
agrestes.
Lancemos a mensagem do bem, onde o mal procura envolver
situações, criaturas e coisas, estabelecendo aflições inúteis.
Entendamos os recursos da amizade leal, onde a discórdia
tente consolidar o escuro domínio que lhe é próprio.
Auxiliemos com o nosso concurso irmão, onde a leviandade
desajuda.
Façamos da solidariedade a bandeira de nossa marcha
permanente para diante, dentro da nossa sede de progresso, porque, em
verdade, somente a compreensão, a tolerância e a fraternidade, com o
perdão e o amor por normas inalteráveis de serviço, conseguem
efetivamente amparar, lenir, soerguer e salvar.


05 janeiro, 2011

BLUE DAYS (Cacau Loureiro)


Olho em derredor...
Improfícuos dias em minha alma vazia...
Há os muros que alimentam a minha sede,
há as asas que me impulsionam à liberdade.
Mas, entre os muros e as asas há as lágrimas
que me encharcam a verve tórrida.
Ah!... Quase insanos são os caminhos da vida!
Quão insanos os meus caminhos no mundo!
Viajo no passado tão presente, divago no presente
tão longínquo.
O imóvel tempo que agora me move o oco do
espírito, a inércia do corpo, a mente voluta, não
muda, tampouco, a rota dos ventos, o precipitar
das chuvas...
A lâmina afiada da espera atrofia e também cura,
exaspera e doma minha pertinácia, horas há,

causam-me náuseas...
Em derredor convulsiona-se o mundo, movem-se as
estradas, correm os trens no trilho, a vida que grita
na veia... o burburinho das “gentes” nas calçadas.
Ainda o anil permeia minha existência monocromática,
e eu estática, num canto à espera de dias azuis, tal
qual a velha calça desbotada.

02 janeiro, 2011

ALEGRIA, DELEITE, FELICIDADE (Cacau Loureiro)


Deus ama infinitamente os seus filhos, criaturas
forjadas no seu Excelso amor, pois, fomos feitos
para a felicidade e nenhum pai dará serpentes
quando o seu filho pede pão.
Portanto, vivamos com alegria, cantemos ao alto,
dancemos para os céus.
A trajetória existencial é curta, contudo nossos
espíritos são eternos, para que o burburinho nas
suas estações, por que nos assentamos às primeiras
fileiras? A cada qual será dado o seu quinhão.
Peça, receba, mas busque incessantemente os
caminhos direcionados pelo Cristo.
Qual dentre Vós tem feito a sua parte?!
Acautelai-vos, pois que os bons, pelos seus frutos
os conhecereis.
Um coração entusiasta pode fazer maravilhas, e
assim descerá a chuva, e correrão rios, e assoprarão
ventos, mas, o que vive no Espírito Santo do Ungido
será edificado.
Cantemos hinos de graças, elevemos cânticos de
louvor, porque com Cristo, em Cristo e por Cristo
a vida será
alegria, deleite, felicidade.

24 dezembro, 2010

O REFLEXO DA IMAGEM (Cacau Loureiro)

O Homem em sua caminhada terrena tem sido o
reflexo de escândalos e atrocidades.
Em seu livre arbítrio acha-se no direito de desencadear
guerras e devastar a natureza em nome do progresso
e esquece-se que é apenas um tijolo nesta grande obra
do Criador.
O que nos dá o direito de subjugarmos nossos irmãos,
de não aplicarmos a Lei Maior que é a Lei do Amor?!
Onde nossa prepotência e vã filosofia nos levarão?!
Há desgraça e destruição por todos os lados, focos
de tolerância e de solidariedade ainda são escassos.
Ainda enviamos aqueles que nos escandalizam para
os leprosários modernos, ditamos para o outro as regras
que egoisticamente criamos. Oprimimos o fraco e
pensamos que temos todo o poder e em nossa covardia
alardeamos que estamos salvos como se a Divindade
não fosse justa e austera.
Aderimos religiões e esquecemos que a salvação
virá por nossas obras em nome do Salvador.
Recusamo-nos em cada ato diário ao caminho, à
verdade e à vida.
Por que nos escondemos da Santidade e não olhamos
em seu espelho?
Quando olhamos o retrato do mundo como está pintada
a nossa face?
Quais são os pilares que no mundo edificamos?
Quem de vós nesta caminhada terrestre tem sido
verdadeiramente o espelho da imagem do Criador?!

21 dezembro, 2010

PODEROSO AMOR (Cacau Loureiro)

Há uma melodia que ressoa no universo
desde os primórdios do tempo, ouçamos
a voz que nos fala no íntimo e que nos
recusamos ouvir...
Para onde nossos olhos direcionam-se, para
onde nossas mãos dirigem-se, para onde
estão seguindo nossos pés?
Há riquezas infindas neste caminho por
poucos percorrido e por vezes os espinhos
as escondem, há que se ter coragem para
descortinar este mundo ainda novo para os
homens primatas, para os neófitos de espírito.
O dia que olharmos para o que realmente somos,
nossos corações serão flores abrindo-se ao Sol
do eterno, aos cânticos celestiais.
E seremos rubros como um amor poderoso,
porque traremos nossos corações nas mãos,
ofertando-os como dádivas, em graça e paz.
Não nos fechemos ao estribilho das estrelas,
visto que elas cantam silenciosamente as
canções da eternidade.
As odes que criamos num coração que ama
é bálsamo, é poderoso remédio, é SALVAÇÃO.

20 dezembro, 2010

QUE BRILHE A VOSSA LUZ (Cacau Loureiro)

O amor de Deus rebrilha sobre todos, como
cintilantes raios renovando-nos o espírito eterno.
A vida é dádiva preciosa, gérmen da inocência e
da humildade, portanto, lapidemos este tesouro
como se fosse filigrana de refinados traços, com a
qual presentearemos o Criador.
Teremos sido luz no caminho de nossos caminhantes,
ou nossos discursos são apenas palavras ao vento?!
Há um fanal para os que têm olhos de ver e ouvidos
de ouvir, lá onde reluz a divindade há um sol perene a
arder, calcinando as dores e purificando a felicidade.
Joguem as sementes, há tantos jardins esquecidos,
abandonados, flores do desprezo esperando as
mãos férteis dos homens consagrados.
Abramos nossos corações à iluminação frutífera, à
claridade que provém do alto, larguemos a sombra
da escravidão que nos impede o crescimento interior,
façamos o aperfeiçoamento do verdadeiro “ser” que o
Grande Pai há muito plantou na Terra.
Qual tem sido o universo que vivemos?!
Qual tem sido a vida que promovemos?!
Qual tem sido o amor que propagamos?!
Sejam tuas mãos lanternas para os oprimidos,
Sejam teus olhos lâmpadas para os cegos,
Seja o teu coração fogueira para os perdidos,
Seja o teu abraço conforto para os aflitos,
Sejam tuas palavras esperança para os descrentes.
Faça neste mundo agora, hoje e sempre brilhar a Vossa Luz!

10 dezembro, 2010

ALQUIME (Cacau Loureiro)


Há um sinal luminoso para quem sabe amar...
uma estrela d’alva, luzidia, que guia e conduz.
Como não acolher as flores
e o perfume que repousam em minhas mãos
como dádivas raras
neste mundo de desencontros?
E sigo…
tecendo meu caminho em tua direção,
pois é em ti que encontro descanso e aconchego.
Não há dom maior que amar e ser amado;
por isso te ofereço o meu amor
sem fronteiras da mente,
sem limites do espírito,
sem a menor barreira da carne.
Sou contigo alquimia,
transcendência que ultrapassa
toda fórmula ou ciência.
Para o inarrável que habita em mim,
não há equação possível.
A química que nos une é plena e sutil,
completa e misteriosa,
e ainda assim tão simples;
uma panaceia multicolorida,
cura que se faz nas cores do arco-íris,
transformando tudo o que te dedico
em ouro límpido,
em diamante raro,
em pedra filosofal de todas as eras.
Amor…