30 janeiro, 2014

DESNATURAR (Cacau Loureiro)



















Somente nós nos pertencemos, posto que

ninguém nos pertence. A viagem do encanto

é imediatista, só o amor é duradouro, obra de

arte edificada a quatro mãos...

O império decaído do homem ruirá se não

olhar para dentro de si mesmo e admitir que

não tem sido generoso, e cairemos um a um.

A turba exalta a materialidade e a beleza

efêmeras conquanto vivamos no mundo

material faz-se mister reagir a opressão que

nos apressa e nos arrasta ao primitivismo.

Trago um compêndio de desnaturezas...

desejos, paixões, mágoas, expectativas.

A vida é a troca do essencial... e ela fala, e

reage e nos bate de volta.

Não te vejo mais em mim... há uma palavra

que diz das distâncias... de estrelas que se

apagaram, preciso refulgir do amor para o amor.

Danço em baladas passadas, mas quero voltar...

Pego em tuas mãos para que não partas, já que

partiste o meu coração, pois que a dinâmica

da vida tem que ser mão e contramão, nunca

desencontro.

Guardo-te em afeição para não matar o amor...

Ternura que se refugiou na escuridão do não sei,

talvez lá onde eu ouça meu próprio grito! ... 

Um comentário:

  1. Bom dia Cláudia, parabenizando-a pelo blog. Show!!!!!. Aproveito para deixar o endereço de um outro blog, o nascentes de luz, um blog de mensagens espíritas dedicado ao espírito de luz Maria Rosa. As mensagens são psicografadas por Cristina Barude, jornalista e médium daqui de Salvador. As mensagens são excelentes. Ficarei feliz com sua visita. O endereço é: http://nascentesdeluz.blogspot.com.br/ Muita luz e paz. Beijo no coração.

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