16 janeiro, 2014

CONSONÂNCIA (Cacau Loureiro)

















Na paisagem ignota dos meus quereres

a tua voz é cântico a preencher os meus 


vazios de sons.


Deixa-me ir por tua várzea cultivada de


flores, deixa-me em tua barga semear 


minha boa vontade.


Ao sabor dos ventos primaveris deixa que 


eu afaste todas as tempestades...


Em primitivo ritual divino deixa-me suprimir


todas as tuas dores, abraçar tuas dadivosidades...


Eu abro os meus ouvidos, o meu coração às


tuas odes encantadas de afeto, às tuas cifras 


de beleza sem par, à tua melodia suave.


Permita-me os teus madrigais de carinho em 


sonoras ondas de paz e amor.


Por sobre tuas verdejantes colinas, deixa-me


ouvir tua música extasiante, deixa-me planar


em teu azulíneo céu, deixa-me avistar teus


campos abertos em sinfonia grandiosa em 


que se deleita o meu espírito viajor!


3 comentários:

  1. Maravilho, adorei você é genial. Abraços.

    ResponderExcluir
  2. Adorei seu blog e mais ainda seus poemas. Parabéns.

    ResponderExcluir
  3. Lindo seu Blog, parabéns Claudia! Com carinho, Érica Calefi

    ResponderExcluir

Este é um espaço de criação e partilha literária.
Comentários são acolhidos quando dialogam com o texto e com a experiência de leitura.

Todas as mensagens passam por mediação.
Conteúdos de natureza pessoal ou relativos à vida privada não são publicados aqui — para preservar a delicadeza entre obra e intimidade.

Gratidão pela leitura sensível.