LÍRICOS OLHARES

LÍRICOS OLHARES

PENSAMENTO DO DIA

"O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós." (Clarice Lispector)

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REFLEXÃO

"Por mais que se mantêm em consideração as circunstâncias do tempo, do lugar, do gênio do povo, dos seus conhecimentos, de suas inclinações, falham os cálculos, desmoronam-se os edifícios, inutilizam-se os trabalhos e só se colhe o conhecimento de que não se acertou e que o coração do homem é um abismo insondável, e um mistério que se não pode entender". (Frei Caneca)




8 de novembro de 2013

VIGÍLIA (Cacau Loureiro)















Mortifico-me na saudade...
Sublimá-la na lembrança é
altruísmo.
Meu coração ferido, abatido
pela ausência é brasa viva a
queimar-me a alma amásia
O compassado ciclo é como
lâmina afiada, talhante, cruel.
As profundas raízes lançadas
em minhas entranhas não me
desatam de ti, porque são a causa
justa do meu abundante afeto.
Todos os dias em meu relógio
biológico, há densas noites,
escusas, intermináveis.
O sol que habita a minha imaginação,
imergiu no teu horizonte afastado...
Só o meu peito calado, extasiado da
espera faz-me fitar a lua flutuante,
na esperança de que lance teus raios
suaves e prateados sobre mim...

ÁSTREO (Cacau Loureiro)
















Depuro meus sentidos para a emoção que
em mim despertas...
Espero-te nas esquinas dos planetas
iluminados... Vênus que nos atrai e nos
realiza quer nos presentear com a joia
rara de Saturno, anéis dos sublimes afetos,
laços eternos plasmados pela divindade.
E eu quero irromper em teu Universo de calor
e claridade como Marte dos meus nascedouros
dias, quentes e carmins.
Em véus e em ouro quero ter perpetuar, pois
que és Sol em meus caminhos soturnos...
em minha Via Láctea de sonhos és luminosidade.
No céu sem limite do meu amor eu vou
descortinando o mundo imensurável que
me ofertas... o abismo dos teus olhos que
me acercam, as fronteiras dos teus lábios
em que me perco.
E neste abraço interestelar de nossas almas
eu edifico nosso planeta em caos, em luz e
em sons.... Explosões que me adormecem,
silêncios que me despertam em tua alvorada
de paz!...

6 de novembro de 2013

GRÁCIL (Cacau Loureiro)



O tempo é doce bálsamo para as dores
do presente...
Depois de ti nasceram flores em mim!...
Merecimento ou sortilégio quem sou
eu para conhecer divinos desígnios.
Alísios habitam meu espírito depois
do teu sopro de vida em minha boca,
depois da tua terra fecunda em meu
corpo inerme.
Unguento de benesses é o teu ser para
o meu ser, a tua alma para a minha!...
Os teus campos de ternura conduzem-me
ao infinito dos eternos afetos, fazem-me
perceber a essência do real verbo, amar.
E quero ainda ouvir a tua música que me
move comovente e toca cada nervo do meu
ser como cantata para mil flores, como
melodia para quatro mãos, ritmo para dois
corpos. És tu cântico benigno para a minha
alma encantada!...