LÍRICOS OLHARES

LÍRICOS OLHARES

PENSAMENTO DO DIA

"O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós." (Clarice Lispector)

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REFLEXÃO

"Por mais que se mantêm em consideração as circunstâncias do tempo, do lugar, do gênio do povo, dos seus conhecimentos, de suas inclinações, falham os cálculos, desmoronam-se os edifícios, inutilizam-se os trabalhos e só se colhe o conhecimento de que não se acertou e que o coração do homem é um abismo insondável, e um mistério que se não pode entender". (Frei Caneca)




21 de agosto de 2012

HUMANA NATUREZA (Cacau Loureiro)


Grande Pai...

Tu sabes dos sentimentos que regem o meu

espírito. Apartai, pois, de mim qualquer mágoa,

ressentimento ou resquício do desejo de vingança.

Que aqueles que me acercam possam ver além dos

meus olhos que choram, algo de limpo em meu coração,

e também, a clareza de minha alma agora triste.

Que Tu possas amenizar o azedume e o amargor do

passado, porque hoje só quero seguir adiante.

Prosseguir através da tua mão.

E diante de ti ó Pai coloco o meu coração combalido,

cansado das contendas inglórias onde eu lutei pela paz,

e que o meu peito seja imune à discórdia, conquanto

não saibamos de perdão.

Amado Pai, esgotada estou pela solidão acompanhada

dos dias atuais, nós que olhamos e não enxergamos,

nós que sensibilizados pelos apelos do mundo, não

nos sensibilizamos. Que sejamos Pai, humanos com

humanidade, que sejamos próximos com proximidade

de corações.

Quando elevarmos a Ti nossas orações, saibamos

reconhecer o pouco que somos em nossa humana

natureza e o muito que temos que evoluir para o

engrandecimento da tua obra.

Que a cruz que Te elevou no calvário indelével,

aponte-nos verdadeiramente o céu dentro de nós.

Assim seja!...

14 de agosto de 2012

EXTINGUÍVEL (Cacau Loureiro)

Ousei ser andarilho e caminhar mil anos,
pois sem conta combati em solidão...
As vias do coração são marginais,
somente os loucos as saberão.
Ousei ser poeta e narrar mil epopeias,
mas, jamais escrevi uma canção.
As rotas do mundo são desiguais,
somente os bardos as saberão.
Ousei ser profeta e secar mil prantos,
e mil vezes o meu choro cultivou o chão.
As jornadas de uma alma são míticas,
somente os filósofos as saberão.
Ousei ser peregrino e encontrar a paz,
desbravar montanhas em meio à multidão
e quebrar pedras com o coração...
E descobri perplexa que somente os
bravos perecerão...