27 junho, 2011

DEIDADE (Cacau Loureiro)













O teu cometa quando por mim passa e reluz,
explode feito estrelas em meu peito, é céu
iluminado!...
Será direito querer-te assim?!
E quando as tardes amenas sossegam
o meu âmago agitado por tuas canções
primaveris, eu não esmaeço as vontades,
eu não esqueço contornos, reacendo este
meu mundo libidinoso onde demarco
meus espaços, onde relembro teus sons.
A vida contigo é bela cantata de luz e de
cor, e de cor eu sei dedilhar as tuas cifras,
as tuas confissões mais intrínsecas.
Fato é, luzes-me como clarão de eternidade
que jamais cessa, pois que um dia o que
fora desejado para sempre no universo
estará marcado, latente como vulcões que
transformam e consomem o estático;
passarão os tempos, mas o verbo conjugado por
nossos corpos, realizado existirá na vontade de
permanecer... contudo, somos singular movimento.
Como apagar na névoa das eras o teu olhar
de meiguice confessado por teus ternos gestos,
lapidado em olhos de diamante?!
Há sossego e paz em tua companhia, não há
cansaço, caminharia mil anos ao lado teu,
porque o que foi marcado pela divindade jamais
será profanado.
 

3 comentários:

  1. Eis aí, o retrato fiel de uma bela entrega. Adorei o poema, lindo e bastante profundo.

    Beijos e ótima semana pra ti e para os teus.

    Furtado.

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  2. Simplesmente maravilhoso! Bjs

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  3. Bom dia Cacau Loureiro ! Grande e querida poetisa.
    Esse poema, toca [ eu acho ] até os insensiveis. lindo,profundo, parece que te vejo declamndo, transmitindo
    emoção. Muito lindo..Parabens,lindoo

    Isaiascarioca

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