29 maio, 2011

ARDOR (Cacau Loureiro)



Jamais esquecerei este outono...

Na névoa da manhã o teu sorriso como

sol desperta-me para o clarão do dia;

vida a adentrar minha alma aberta, a

brindar meus olhos encantados...

Neste frio que me abraça, o teu halo

arrebatadamente liberta.

Não há dor quando o teu bálsamo é como

precipitação das chuvas a amansar a pele
térmica... solo abrasivo das paixões...
Acalma-me, pois, o peito com tuas mãos ternas,
faz-me eterna na dança das maiores emoções!

O ritmo da vida é harmoniosa canção quando

decifro as notas do teu coração pleno, da tua

expansiva aura.

Não há o que me detenha quando o teu ardor

levanta-me em entusiasmo, o teu aroma acorda-me

em louvores e o teu existir revigora-me em amor!...

Um comentário:

  1. Adoro poesia e gostei muito da sua sensibilidade, que nos conduz na névoa da manhã, através da luz de um sorriso. Meus parabéns.

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