08 abril, 2011

ANTROPOFAGIA MODERNA (Cacau Loureiro)



Os homens continuam cantando as suas canções...
Nenhuma comoção poderá esmaecer as dores dos
que perderam seus filhos de forma injusta e indigna.
Quantos doentes da mente professam um Deus
mentiroso, num fanatismo fatal que jamais permitirá
saber-se o que é o amor e a tolerância.
Matam-se todos os dias os diferentes porque estão
no alvo do egoísmo e do orgulho mesquinho de
seres que se fecharam em seus conceitos retilíneos,
nos seus falsos moralismos, porque verdadeiramente
a diferença será a mudança.
Onde os olhos não veem e os corações não sentem,
não há santidade, quiçá salvação.
O que será impuro neste mundo vão?!
O Grande Mestre nos disse que o que é impuro não
entra pela boca, mas dela sai.
É preciso que os grandes homens, que não são os
poderosos de nossa terra, assumam um compromisso
com a vida.
Despida das lágrimas, pois que as minhas nada valem
diante de quem teve a perda irreparável de um filho
que jamais voltará a sorrir em suas vidas.
Não há choro que lave suas almas, não há luto que encubra
em seus espíritos a indecência que é a violência entre
os iguais.
Homens hipócritas, canibalismo selvagem!...

4 comentários:

  1. Minha querida

    Não há palavras para comentar tal barbaridade...apenas uma oração.

    Deixo um beijinho
    Sonhadora

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  2. oi Cacau,

    que cantinho mais lindo...
    pena que cheguei num momento de tristeza tão grande,

    pena ver sonhos destruídos precocemente,
    famílias transtornadas...

    inacreditável...
    Realengo nunca mais irá esquecer a dor desse 7 de abril...


    mas me instalei por aqui,tá?
    se quiser um chazinho quentinho estou te esperando de portas abertas...

    beijinhos

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  3. ANTROPOFAGIA MODERNA (Cacau Loureiro)

    É preciso que os grandes homens, que não são os
    poderosos de nossa terra, assumam um compromisso
    com a vida.

    Cacau, copiei um trexo de sua [nossa]
    indignação...Que fatos cmo oque acontecido em Realengo, nunca mais aconteça...Até quando vamos ver fatos como este,eles já esquecem de muitos, Ex: João Hélio...Basta

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  4. Um belo trabalho poético, parabéns amiga. Abraços

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