20 fevereiro, 2011

CALIGINOSO (Cacau Loureiro)


Mil verões adormecem em meu peito...

Pois que um vento forte invadiu minha estação

quente, e doravante sigo o caminho morno de

quem espera.

Nuvens ajuntam-se tenebrosas prometendo

temporais que varrerão o tempo passado, porque

só a vida me é presente.

A marcha das represadas lágrimas não há como

conter, então, eu deixo vazar as angústias,

professo em outras esferas.

Caminhos de pedras movem-se ante as águas,

não há o que permaneça incólume perante

a força da mudança iminente.

Meus versos propagam-se em silêncios

dolorosos, ecoam em noites solitárias, não

têm rima, e, no entanto, melancolicamente

ritmados estão por vazias alvoradas.

Ante o tempo nada é permanente, assim

como nenhuma noite é eterna...

5 comentários:

  1. Minha querida

    Como o teu poema falou de mim...palavras que me tocaram...palavras silenciosas, mas que gritam tanto, adorei.

    Beijinho com carinho
    Sonhadora

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  2. "Meus versos propagam-se em silêncios"... e há silêncios que teimam em ficar!
    Um poema feito com alma!
    Beijo
    Graça

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  3. "A Amizade não requer gratidão,
    presentes, cobranças, etc.
    A Amizade requer apenas que nos
    lembremos sempre de dizer um
    “oi, Como você está?!!!
    Você não imagina o quanto a sua
    amizade é importante para mim....
    Obrigado por você existir !!!
    Não importa se você é real ou virtual,
    o importante é que você existe
    para me dar o prazer da sua amizade.
    Amizade como a sua
    é privilégio de poucos."

    forte abraço

    C@urosa

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  4. Ante o tempo só as obras são imortais! Lindo texto, Cacau!
    Bjo e sorrisos, querida.

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  5. que lindo o que acabo de ler!
    Teu blog é muito bom!
    Volte sempre lá em meu OLHAR...onde só vale se OLHAR DENTRO DOS OLHOS!

    beijos!!!

    Bia

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