Enquanto todo o sal é retirado do mar Eu permaneço destronado Eu estou nu e sangrando E quando você apontar-me seu dedo tão selvagemente E não houver ninguém para acreditar em mim Para ouvir meu apelo e cuidar de mim?
Como posso continuar? a partir de hoje? Quem pode me fortalecer em todos os caminhos? Onde posso estar seguro? Onde posso permanecer? Neste imenso mundo de tristeza Como posso esquecer? Aqueles lindos sonhos que compartilhamos Eles estão perdidos e não há como encontrá-los! Como posso ir em frente?
Algumas vezes eu tremo na escuridão Eu não consigo ver Quando as pessoas me assustam Eu tento esconder-me bem longe da multidão E não há ninguém lá para me confortar Senhor ouve meu apelo e cuida de mim.
Plantemos flores onde repontem, ameaçadores, espinheiros agrestes. Lancemos a mensagem do bem, onde o mal procura envolver situações, criaturas e coisas, estabelecendo aflições inúteis. Entendamos os recursos da amizade leal, onde a discórdia tente consolidar o escuro domínio que lhe é próprio. Auxiliemos com o nosso concurso irmão, onde a leviandade desajuda. Façamos da solidariedade a bandeira de nossa marcha permanente para diante, dentro da nossa sede de progresso, porque, em verdade, somente a compreensão, a tolerância e a fraternidade, com o perdão e o amor por normas inalteráveis de serviço, conseguem efetivamente amparar, lenir, soerguer e salvar.
Olho em derredor... Improfícuos dias em minha alma vazia... Há os muros que alimentam a minha sede, há as asas que me impulsionam à liberdade. Mas, entre os muros e as asas há as lágrimas que me encharcam a verve tórrida. Ah!... Quase insanos são os caminhos da vida! Quão insanos os meus caminhos no mundo! Viajo no passado tão presente, divago no presente tão longínquo. O imóvel tempo que agora me move o oco do espírito, a inércia do corpo, a mente voluta, não muda, tampouco, a rota dos ventos, o precipitar das chuvas... A lâmina afiada da espera atrofia e também cura, exaspera e doma minha pertinácia, horas há, causam-me náuseas... Em derredor convulsiona-se o mundo, movem-se as estradas, correm os trens no trilho, a vida que grita na veia... o burburinho das “gentes” nas calçadas. Ainda o anil permeia minha existência monocromática, e eu estática, num canto à espera de dias azuis, tal qual a velha calça desbotada.
Deus ama infinitamente os seus filhos, criaturas forjadas no seu Excelso amor, pois, fomos feitos para a felicidade e nenhum pai dará serpentes quando o seu filho pede pão. Portanto, vivamos com alegria, cantemos ao alto, dancemos para os céus. A trajetória existencial é curta, contudo nossos espíritos são eternos, para que o burburinho nas suas estações, por que nos assentamos às primeiras fileiras? A cada qual será dado o seu quinhão. Peça, receba, mas busque incessantemente os caminhos direcionados pelo Cristo. Qual dentre Vós tem feito a sua parte?! Acautelai-vos, pois que os bons, pelos seus frutos os conhecereis. Um coração entusiasta pode fazer maravilhas, e assim descerá a chuva, e correrão rios, e assoprarão ventos, mas, o que vive no Espírito Santo do Ungido será edificado. Cantemos hinos de graças, elevemos cânticos de louvor, porque com Cristo, em Cristo e por Cristo a vida será alegria, deleite, felicidade.