LÍRICOS OLHARES

LÍRICOS OLHARES

PENSAMENTO DO DIA

"O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós." (Clarice Lispector)

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REFLEXÃO

"Por mais que se mantêm em consideração as circunstâncias do tempo, do lugar, do gênio do povo, dos seus conhecimentos, de suas inclinações, falham os cálculos, desmoronam-se os edifícios, inutilizam-se os trabalhos e só se colhe o conhecimento de que não se acertou e que o coração do homem é um abismo insondável, e um mistério que se não pode entender". (Frei Caneca)




24 de dezembro de 2010

O REFLEXO DA IMAGEM (Cacau Loureiro)

O Homem em sua caminhada terrena tem sido o
reflexo de escândalos e atrocidades.
Em seu livre arbítrio acha-se no direito de desencadear
guerras e devastar a natureza em nome do progresso
e esquece-se que é apenas um tijolo nesta grande obra
do Criador.
O que nos dá o direito de subjugarmos nossos irmãos,
de não aplicarmos a Lei Maior que é a Lei do Amor?!
Onde nossa prepotência e vã filosofia nos levarão?!
Há desgraça e destruição por todos os lados, focos
de tolerância e de solidariedade ainda são escassos.
Ainda enviamos aqueles que nos escandalizam para
os leprosários modernos, ditamos para o outro as regras
que egoisticamente criamos. Oprimimos o fraco e
pensamos que temos todo o poder e em nossa covardia
alardeamos que estamos salvos como se a Divindade
não fosse justa e austera.
Aderimos religiões e esquecemos que a salvação
virá por nossas obras em nome do Salvador.
Recusamo-nos em cada ato diário ao caminho, à
verdade e à vida.
Por que nos escondemos da Santidade e não olhamos
em seu espelho?
Quando olhamos o retrato do mundo como está pintada
a nossa face?
Quais são os pilares que no mundo edificamos?
Quem de vós nesta caminhada terrestre tem sido
verdadeiramente o espelho da imagem do Criador?!

21 de dezembro de 2010

PODEROSO AMOR (Cacau Loureiro)

Há uma melodia que ressoa no universo
desde os primórdios do tempo, ouçamos
a voz que nos fala no íntimo e que nos
recusamos ouvir...
Para onde nossos olhos direcionam-se, para
onde nossas mãos dirigem-se, para onde
estão seguindo nossos pés?
Há riquezas infindas neste caminho por
poucos percorrido e por vezes os espinhos
as escondem, há que se ter coragem para
descortinar este mundo ainda novo para os
homens primatas, para os neófitos de espírito.
O dia que olharmos para o que realmente somos,
nossos corações serão flores abrindo-se ao Sol
do eterno, aos cânticos celestiais.
E seremos rubros como um amor poderoso,
porque traremos nossos corações nas mãos,
ofertando-os como dádivas, em graça e paz.
Não nos fechemos ao estribilho das estrelas,
visto que elas cantam silenciosamente as
canções da eternidade.
As odes que criamos num coração que ama
é bálsamo, é poderoso remédio, é SALVAÇÃO.

20 de dezembro de 2010

QUE BRILHE A VOSSA LUZ (Cacau Loureiro)

O amor de Deus rebrilha sobre todos, como
cintilantes raios renovando-nos o espírito eterno.
A vida é dádiva preciosa, gérmen da inocência e
da humildade, portanto, lapidemos este tesouro
como se fosse filigrana de refinados traços, com a
qual presentearemos o Criador.
Teremos sido luz no caminho de nossos caminhantes,
ou nossos discursos são apenas palavras ao vento?!
Há um fanal para os que têm olhos de ver e ouvidos
de ouvir, lá onde reluz a divindade há um sol perene a
arder, calcinando as dores e purificando a felicidade.
Joguem as sementes, há tantos jardins esquecidos,
abandonados, flores do desprezo esperando as
mãos férteis dos homens consagrados.
Abramos nossos corações à iluminação frutífera, à
claridade que provém do alto, larguemos a sombra
da escravidão que nos impede o crescimento interior,
façamos o aperfeiçoamento do verdadeiro “ser” que o
Grande Pai há muito plantou na Terra.
Qual tem sido o universo que vivemos?!
Qual tem sido a vida que promovemos?!
Qual tem sido o amor que propagamos?!
Sejam tuas mãos lanternas para os oprimidos,
Sejam teus olhos lâmpadas para os cegos,
Seja o teu coração fogueira para os perdidos,
Seja o teu abraço conforto para os aflitos,
Sejam tuas palavras esperança para os descrentes.
Faça neste mundo agora, hoje e sempre brilhar a Vossa Luz!

10 de dezembro de 2010

ALQUIME (Cacau Loureiro)


Há um sinal luminoso para quem sabe amar,
uma D’alva luzidia que guia e conduz...
Como não aceitar as flores e o perfume
deixados em minhas mãos como dádivas
neste mundo de desencontros?!
E eu teço o meu caminho em tua direção,
pois que é em ti que encontro aquietação e
conforto.
Não há donadio maior do que amar e ser amado,
porquanto, dou-te o meu amor sem restrições
de mente , sem limites de espírito, sem óbices
de físico.
Sou contigo alquimia que transcende projeções
físico-químicas, pois que não há fórmulas para
o inarrável que há em mim.
A química que nos une é completa e complexa,
e no entanto tão simples de definir, é panacéia
que trabalha a cura com as cores do arco-íris e
que transforma o que te tenho em ouro límpido,
em diamante raro, em pedra filosofal de todas
as épocas, amor!...

7 de dezembro de 2010

DÍSPAR (Cacau Loureiro)

Primavera e crepúsculo invadem minha janela...
Há flores que renascem em qualquer estação e como
um monumento à vida elas cingem o caminho de cores
como cânticos ao Criador.
Há no ar da tarde que inspiro o cheiro das pétalas tenras
de tua madura mocidade, porque jovial são teus braços
que me acolhem em manhãs morenas, como teus lábios
adocicados que me amenizam a pele em chamas...
Queria te dar tudo o que tu mesmo em mim proliferas,
porque adentras em minha alma sem restrições, assim
como pistilos ao vento dos litorais mais bonitos.
Há no âmago esta vontade que não cessa e irriga-me
todos os poros, todas as minhas sutis vielas, sensações
e pensamentos.
Há um ir e vir de tudo que há em ti e que corre como
criança sem controle dentro de mim... É como viver no
outro, intrínseco, sutilmente amalgamado e no entanto,
tão díspar.
Ah! Eu desejo o teu fértil jardim em que plantas belas
flores aromáticas, éden abissal dos teus encantos...
Eu anseio o rio caudaloso imerso de ti que já vive em mim
sem meandros.
Por hora, recebo esta tarde que morre lentamente em meu
peito, saudade que não passa, desejo do contínuo deleite
das horas vespertinas que só pertencem a ti...

DEVORA-ME (Cacau Loureiro)

Ah! Esta saudade devora-me e
implora-te a toda hora.
Ouvir-te sorrir tão longe é cruel,
mas, saber-te feliz é minha doce
alegria... então sorrio, sorrias.
Esta dor singular, saudade terna,
leva-te o beijo leve que te dou.

Abro-te o meu coração... quero
ir mais além do que pegar em
tuas mãos. Roçar em ti, deixar
meus lábios colarem nos teus...
Calor, carinho, encostar teu
peito nu no meu.

Minha alma, meu coração na
brisa ao teu encontro vão...
Paixão, devoção... ânsia, desejo,
tesão, total união.
Em meu caminho tu és luz, és clarão.

Na penumbra em que vivo a ti
vislumbro, quero sim, quero ir
ao teu encontro, pois que és
encanto nesta contenda, nesta
bravura que é te possuir.

Busco esta fresta, feixe de luzes
em ti, pois que em mim abro esta
brecha... Nada te peço, mas, não me
impeças a sedução.

Entrego-te toda a vontade, força
indômita, flor, flerte, deleite, tal
castidade... todo o meu ser, toda
a fúria, o meu próprio coração.
Devora-me!!!