08 abril, 2010

SOLAZ (Cacau Loureiro)














Há muitas rosas em meu jardim, nenhuma
jamais como tu é a mais rubra, é a mais tênue,
é a mais bela...
Os embrutecidos não enxergam as rosas,
divisam apenas a argila que as prendem em
derredor dos espinhos.
Os impassíveis não percebem as rosas, apenas
veem um modo severo de existir.
Sentir a flor que brota em nós é crescer para
a existência, é tocar de leve o presunçoso, é
aspirar profundamente o admirável.
Abrir a alma como as pétalas é desabrochar
para a vida, pois que não há nada mais belo
que o sol adentrando os olhos de quem ama,
é refulgir...
A luz do amor que enverga como a rosa para o
astro maior, regenera e ressuscita, é fonte de
nascimento interior, é cabedal de virtudes, é
edificação de força.
Em minhas mãos todas as rosas deixaram seus
perfumes, e com eles teci o que de terno há
em mim.
Em muitos azuis eu perdi-me, em muitos vermelhos
encontrei-me, em muitos amarelos eu sorri.
Alegrai-vos oh! Homens de corações duros, posto
que as rosas são as taças do alumbramento que
tomamos pelos lábios de todos os desejos.
São néctares que delibamos à mesa das esperanças.
São sonhos dos céus deixados na Terra para nos
despertar...

3 comentários:

  1. Olá minha cara Cacau Loureiro, sou suspeito para falar em rosas, pois, elas estão cravadas em meu próprio nome. Belo e sensível texto.

    Paz e harmonia em sua vida,

    forte abraço

    C@urosa

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  2. Cacau, minha amiga... belíssimo!!!
    Só poderia sair de dentro do coração de uma flor: Você!!!
    Beijos...

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  3. Somos flores, o mundo um jardim, muita beleza e muitos espinhos. Boa semana.

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