31 março, 2010

QUEM DERA (Cacau Loureiro)

Quem dera eu ser poeta
e rimar o meu pranto com
tua alegria, versejar nos
caminhos, os pés descalços
dos meninos nus que vagueiam
pela madrugada, através das
calçadas que refletem a lua.
Quem dera eu ser cantor
e na melodia quente amenizar
a dor que causa o ritmo lento
dessa humanidade desafinada,
onde não se repercute a fé.
Quem dera eu entender o
mundo e galgar no tempo
a minha juventude, sem pesar,
sem penar, sem esmorecer na
distância o que cultivei no peito.
Quem dera eu enxergar o que
não fui, o que sou... fitar além,
muito além do que os meus pés
alcançam, o começo de tudo.
Quem dera eu, meu Deus, por
tua justiça e por tua lei começar
tudo outra vez... e caminhar
através desse solo seco, mesmo
não tendo os dois pés no chão.

3 comentários:

  1. Quem dera...
    Quem dera...

    Lindo Cacau.
    Beijo

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  2. Cacau que lindo... que inspirado... adorei o que você escreveu..
    Minha flor amiga, mesmo que não consigamos nos expressar como poetas, como cantores...nosso Amado Pai, sempre nos dá a oportunidade de começarmos sempre, neste exato momento, com o que somos e com o que temos de melhor para fazermos um mundo melhor.
    Bom seria se pudéssemos mudar o que passou, mas como não podemos, agarremos a bendita oportunidade com nossas mãos e vamos agir pelo Bem, a partir de agora...
    Beijos...

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  3. Linda poesia...
    Bjão, Feliz Páscoa.
    Adh

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