21 outubro, 2009

CORDATO (Cacau Loureiro)


Eu desperto todas as manhãs com este querer
pulsando em minhas veias; bela música que vem
dos confins da terra e que me penetra todo o ser;
em meus ares tudo é tu...
E assim aspiro-te profundamente para liberar minhas
mágoas, para te cultivar em meu peito indelevelmente.
E ainda as flores a adornar meus rumos assim como
o teu sorriso franco, como o teu toque benéfico.
Nesta sina eu marcho com as canções dos românticos
amores, porque sem ti, meu coração é guitarra dos
lamentosos fados.
Contigo as pedras da estrada são suaves, pois que me
abres os caminhos com ternura e em tua suavidade eu
sou criança dócil, cordata.
De mãos contigo a mais bela ciranda a invadir meus
ouvidos, poros, músculos... rosas amarelas cravadas
em meu coração ligeiro, rítmicas claves a presentear-me
de sol!...
Tua canção vem de longe para acalmar meu espírito
aflito, provém das montanhas longínquas as quais
desejo alcançar... vem de ti a esperança que rejuvenesce,
também a dor que aperfeiçoa, sobretudo a paz que liberta!...

2 comentários:

  1. "...Tua canção vem de longe para acalmar meu espírito
    aflito..."

    Perfeita essa parte(risos...)
    Na verdade gostei de tudo. Gosto imensamente de vir aqui.

    Co loque o selo do vórtice aqui.Fiz para oferecer aos blogs que me emocionam, assim como o seu.

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  2. Tocante esse poema, parabéns pelo blog, Clàudia!!
    abraço

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